Leitura

Eis que entro nesse trem que não é bem um trem, mas algo parecido. Uma embarcação de dois vagões, ligado por uma mola que me dá arrepios.

Os assentos são finitos e numa loucura desenfreada, que me lembra uma dança de cadeiras infantil, corremos todos os passageiros em busca do merecido conforto de viajar assentados em assentos minúsculos e desconfortáveis.

Uma voz insistente repete pelo trajeto: “Porta fechando, porta fechando”. Acho que ela não sabe dizer outra coisa e muito menos se toca de que está aborrecendo os já emburrados viajantes.

Ah! Como eu quero chegar logo!

Não que meu destino seja melhor que esse triste veículo, mas pelo menos a pé eu decido o caminho que quero seguir. Estação Consolação.